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Radares fixos em Maringá voltarão a funcionar no início de 2018, diz secretário.



A comissão da licitação dos radares de Maringá, declarou nesta segunda-feira (6) a empresa vencedora do certame. A Tecdet Tecnologia, de Bragança Paulista-SP, fez proposta de R$ 1.344.076,80 para um ano de contrato – menos da metade do valor máximo previsto de R$ 3,3 milhões.

Com isso, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Gilberto Purpur, diz acreditar que os radares estarão em funcionamento no início do ano que vem. Serão 40 pontos de radares que farão o monitoramento de 80 faixas pela cidade.

Segundo ele, o prazo para recursos contra a decisão é de 10 dias úteis. Caso não haja contestação e a vencedora seja homologada, ele explica que são necessários de 10 a 15 dias para formulação e assinatura do contrato (de 12 meses, podendo ser prorrogado).

Após a formalização do acordo, passa a contar o prazo de 60 dias para a empresa instalar e colocar os equipamentos em funcionamento – o que deve ocorrer até o fim de janeiro de 2018.

Das 13 empresas que apresentaram proposta, 12 foram classificadas. Esse é um dos motivos alegados pelo secretário para a redução do valor final do serviço.

"Quando pedimos orçamentos para formular o edital é praxe mandarem preços mais altos. Como o edital tem exigências mínimas e não há nenhum direcionamento, a concorrência jogou o preço lá embaixo", afirma Purpur.

Sem fiscalização

Desde julho de 2016, Maringá não emite multas por excesso de velocidade feitas por radares fixos. No segundo semestre do ano passado, houve o registro de apenas 3.291 infrações feitas por radares móveis.

Com a entrada da nova administração, em janeiro deste ano, não foram mais aplicadas multas por equipamentos móveis por uma decisão de governo. Em dezembro, o município completará um ano e meio sem emitir multas por execesso de velocidade feitas por radares fixos.

Problema na licitação anterior

Esta é a segunda tentativa da prefeitura em licitar a implantação de radares. A primeira foi agendada para 27 de julho, no valor de R$ 4,6 milhões para o monitoramento dos mesmos 40 pontos.

A disputa foi cancelada pela prefeitura, após questionamentos do Observatório Social de Maringá. Membros do Observatório apontaram fragilidades no primeiro edital, como falta de informações na planilha de custos. "Esse tipo de licitação é sempre bem complexa", avalia o secretário de Mobilidade Urbana.

Confira os pontos que devem receber radares, segundo a prefeitura:

Avenida Adv. Horácio Raccanello Filho, com três radares.

Avenida Joaquim Duarte Moleirinho, número 1.886

Avenida Alexandre Rasgulaeff, número 5.487;

Avenida Alziro Zarur, número 976;

Avenida Arquiteto Nildo Ribeiro, com cinco radares, na altura dos números 928, 1.068, 2.468 e 3.211, além de um no Conjunto Borba Gato, s/n

Avenida Cerro Azul, número 1.686;

Avenida Comendador Amorim Pedrosa Moleirinho (antiga Avenida Itororó), número 449;

Avenida Dona Sophia Rasgulaeff, com dois radares, na altura dos números 1.736 e 1.875

Avenida Doutor Alexandre Rasgulaeff, número 4.282;

Avenida Doutor Gastão Vidigal, com dois radares, na altura dos números 865 e 884

Avenida Doutor Luiz Teixeira Mendes, número 2.454;

Avenida Duque de Caxias, com dois radares, na altura do número 1.421;

Avenida Euclides da Cunha, número 283;

Avenida Franklin Delano Roosevelt, número 1.837;

Avenida Mandacaru, com três radares, na altura dos números 886, 1.590 e 1.767

Avenida Morangueira, com quatro radares, na altura dos números 764, 971, 3.236 e 3.520

Avenida Nóbrega, número 1.054;

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, número 169;

Avenida Senador Petrônio Portela, número 378;

Avenida Tuiuti, número 2.747;

Avenida Kakogawa, 451

Contorno Sul, com cinco radares:, na altura dos números 5.522 (nos dois sentidos), 8.109, 8.258 e 10.855

Rua Vereador Arlindo Planas, número 1.723.

FONTE: G1 PR.


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