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Expedição analisa água do rio Iguaçu e busca mobilizar moradores para preservação.



A Fundação SOS Mata Atlântica começa nesta terça-feira (9), em Curitiba, uma expedição técnica que percorrerá todo o rio Iguaçu — da formação, no encontro dos rios Iraí e Atuba, na capital, até a foz do rio Paraná, na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu.

Segundo a ONG, o trabalho vai durar dez dias e, com ajuda de grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios do Paraná, analisará a qualidade da água em 19 pontos de coleta, até 19 de outubro.

O objetivo da expedição, de acordo com a SOS Mata Atlântica, é mobilizar a sociedade e autoridades para a urgente necessidade de firmar compromissos e metas efetivas de melhoria da qualidade da água dos rios, córregos e mananciais das bacias brasileiras e das bacias transfronteiriças, como o rio Iguaçu.

Além disso, a SOS Mata Atlântica quer chamar a atenção para as ameaças e agressões que o rio tem sofrido no trecho brasileiro, desde sua formação até a foz.

A equipe da expedição irá ouvir as comunidades locais, especialistas e lideranças que convivem com o rio e seus afluentes e que promoveram, em anos anteriores, expedições ao longo da bacia hidrográfica.

Ao fim da expedição, a SOS Mata Atlântica afirma que reunirá parceiros locais, especialistas e gestores de Unidades de Conservação da bacia do Iguaçu e do Parque Nacional do Iguaçu em uma navegação na região onde nascem as Cataratas do Iguaçu.

“O Iguaçu é um emblemático rio brasileiro que, a exemplo de tantos outros, sofre com seus usos por vezes conflitantes. Falta de saneamento, diluição de esgoto, desmatamento que leva ao assoreamento, recepção de agrotóxico, barramentos para geração de energia e exploração de minérios contrastam com as necessidades“, afirma Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica.

Metodologia de análise

Para análise da qualidade da água durante a expedição, os especialistas verificarão os Indicadores de Qualidade da Água (IQA) estabelecidos no Brasil por meio de norma legal (CONAMA 357) contemplando o levantamento de indicadores físicos, químicos, biológicos, bacteriológicos e de metais pesados.

Sobre o Observando os Rios

O programa surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê e originou o primeiro projeto de monitoramento da qualidade da água por voluntários, o “Observando o Tietê”.

Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”.

Nessa fase, o projeto conta com 3,5 mil voluntários que monitoram 230 rios nos 17 estados da Mata Atlântica 17 estados do bioma Mata Atlântica – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo –, e Distrito Federal.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira que atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir.

FONTE: Por G1 PR — Curitiba.