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Bolsonaro envia para Toffoli texto com pedido para que as pessoas não ataquem o Congresso e Supremo


Foto: Divulgação / Internet

Jair Bolsonaro presidente da republica encaminhou pelo WhatsApp ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, um texto de autoria não identificada em que cita ele próprio em terceira pessoa, afirmando que quem defende a intervenção militar deve dizer quem ocupará a cadeira do presidente da República.


Confira o Texto

Aqueles que pedem Intervenção Militar (Art. 142) ANTES, devem decidir qual General ocupará a cadeira do Capitão Jair Bolsonaro.

Aqueles que pedem AI-5 ANTES, devem mostrar onde está na Constituição tal dispositivo.

Toda manifestação é justa e garantida em nossa CF, portanto vão para as ruas, mas tenham uma pauta real, objetiva, com foco na missão.

Não ataquem Presidência, Supremo ou Congresso, mas aquilo que você julga que deve ser mudado.

Exijam ações, cobrem votações, critiquem sentenças, vocês atingirão seus objetivos.

O próprio Presidente tem dito que deve lealdade ao povo, assim como as Forças Armadas.

Unam esforços, o povo quer um Brasil diferente do que temos ainda, mas para isso deve escolher suas pautas, e também suas armas democráticas.

Dia 19, dia do Exército, o Presidente bem disse: "Agora é o povo no poder. Mais do que o direito, vocês têm a obrigação de lutar pelo país de vocês."

E concluiu: "Contem com o seu Presidente para fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado para nós, que é a nossa liberdade.

"VÁ E VENÇA"


(Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

A mensagem se referia aos protestos do último dia 19, dia do Exército, em que manifestantes e até mesmo o presidente foram as ruas em meio as recomendações de isolamento social.

Os manifestantes na ocasião defendiam medidas ilegais como a intervenção militar e o fechamento do Congresso e do STF.

Na ocasião Bolsonaro discursou para os manifestantes e afirmou que "agora é o povo no poder". "Mais do que o direito, vocês têm a obrigação de lutar pelo país de vocês", completou o presidente.


Com a repercussão negativa nacionalmente e internacionalmente, menos de 24 horas depois na saída do Alvorada, o presidente parou para falar com jornalistas sobre temas como a crise do coronavírus e a participação dele no ato, no momento um dos apoiadores do presidente que acompanhavam a movimentação na portaria do palácio gritou uma frase a favor do fechamento do Supremo, Bolsonaro mudou o tom e o advertiu: “Aqui não tem que fechar nada, dá licença daí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição Brasileira, e aqui é minha casa e tua casa. Então, peço por favor, que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente. Nós, o povo, estamos no governo. Não vamos aceitar provocações rasteiras por parte da imprensa, que está aqui, me ouvindo aqui agora, com as exceções”, disse Bolsonaro


Com informações de Portal G1 e CNN

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