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Dólar bate R$ 5 pela 1ª vez na história


Foto: Reprodução / Internet

O dólar opera em forte disparada nesta quinta-feira (12), batendo R$ 5 pela 1ª vez na história, em mais um dia de turbulência nos mercados, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter classificado o surto como uma pandemia e depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias.

Às 15h18, a moeda norte-americana subia 1,88%, a R$ 4,8101. Na abertura, chegou a saltar mais de 6% e bateu R$ 5,0277 – nova máxima nominal (sem considerar a inflação) já registrada no país. Veja mais cotações. Com o salto desta quinta, o avanço no ano chega a quase 20%. A intensidade de alta do dólar nesta quinta, entretanto, diminuiu após o BC anunciar dois leilões extras de dólar em moeda à vista de até US$ 2,25 bilhão e após o Federal Reserve (Fed) de Nova York anunciar que ofertará mais US$ 1,5 trilhão por meio de operações de recompra de títulos para dar liquidez e alívio os mercados. Já o dólar turismo era negociado a R$ 5,0237, sem considerar a cobrança de IOF. Nas casas de câmbio, o dólar chegou a ser vendido acima de R$ 5,10, com a cotação para compra em cartão pré-pago superando R$ 5,30.

Já a Bolsa tinha forte queda, depois de acionado o segundo "circuit breaker" do dia.

A disparada do dólar acontece mesmo após uma atuação mais forte do Banco Central no mercado de câmbio.

Na véspera, o dólar encerrou o dia a R$ 4,7215, em alta de 1,65%. Na semana, o dólar acumulou até o leilão de quarta-feira alta de 1,88%. Na parcial do mês, o avanço é de 5,37%. Em 2020, a alta chegou a 17,75%.

Pesava também no mercado de câmbio nesta quinta a derrota sofrida pelo governo no final da tarde de quarta-feira, após o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), com impacto estimado em cerca de R$ 20 bilhões já no primeiro ano.

Em razão do impacto orçamentário da medida, o mercado enfrenta agora outro vetor de risco, do lado fiscal brasileiro, o que aumenta as incertezas sobre as relações entre Executivo e Legislativo, e sobre o ritmo de recuperação da economia brasileira.

Somado à tensão internacional, o "fato de Congresso e governo domésticos estarem em conflito aumenta pressão" sobre o real, destaca Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus.


Fonte: Portal G1

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