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Dois anos após morte de Tabata, suspeito do crime ainda aguarda julgamento


(Foto: Arquivo pessoal / Família)


Dois anos após a morte da pequena Tabata Fabiana Crespilho da Rosa, de 6 anos, não houve o julgamento do suspeito apontado pela Polícia Civil como responsável pelo crime, mas promotoria e defesa seguem elaborando estratégias para o momento do tribunal. O crime provocou comoção nacional e a tentativa de linchamento do suspeito durante ação popular que destruiu a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.

De acordo com inquérito policial, Eduardo Leonildo da Silva, de 30 anos, teria sequestrado e abusado sexualmente da menina. Depois ele amarrou o corpo da criança e o enterrou. Em depoimento, o servente de pedreiro declarou que estava bêbado na ocasião e escolheu a vítima na rua por acaso. Silva disse que se arrepende do que fez, mas que não lembra exatamente o motivo pelo qual cometeu o assassinato.

O pedreiro está em uma cela separada em uma unidade do sistema prisional em Curitiba, onde permanece por questões de segurança. Conhecido como Maníaco do Parque, de acordo com a polícia, Silva já havia assassinado uma adolescente de 15 anos em Chopinzinho, Sudoeste do Estado. Ele cumpriu pena de seis anos em regime semiaberto.

A costureira Fernanda Crespilho, de 37 anos, mãe da pequena Tabata, relatou em várias entrevistas a sua revolta com a Justiça. Para ela, se o acusado tivesse ficado preso por mais tempo pelo crime praticado anteriormente à morte de Tabata, a menina poderia estar viva. Com a rotina alterada desde a morte da filha, a costureira lida com a dor apoiada por antidepressivos enquanto aguarda o julgamento do suspeito.

Tabata foi morta no dia 26 de setembro de 2017. Após análise de câmeras de segurança das casas próximas da Escola Municipal Rui Barbosa, para onde a garota deveria ter ido na tarde do dia do crime, a polícia prendeu o acusado. Ainda conforme inquérito policial, Silva teria levado a menina em um Gol de cor branca. O corpo da criança foi encontrado enterrado na região do Conjunto Sonho Meu.

Um júri popular é quem deve definir o futuro do pedreiro.


Fonte: Portal da Cidade Umuarama